segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A Magia do Teatro Mágico.

O grupo musical Teatro Mágico fez 5 anos e eu tive a sorte de ir ao show comemorativo.

Nossa, que coisa linda...músicas lindas, poesias lindas, gente linda. O público participa tanto quanto os artistas e a atmosfera é realmente mágica.

Tem gente que vai vestido de palhaço e passa o show brincando com os outros, mas em geral o que se vê são pessoas unidas por um ideal: a arte. A arte falada, cantada, interpretada e tantas outras.

O lugar era péssimo (Morumbi Hall), mas tudo compensou tanto que as horas de espera pra pegar o carro no frio da madrugada e a chuva que caiu não foi nada.

Recomendo muito que no próximo show você leve alguém bem especial pra esta experiência, nem que seja apenas você mesmo.

Beijos mágicos.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tempo, tempo, mano velho, gosto tanto de você...

Pois é, nem sei há quanto tempo não passo por aqui...o mais interessante de ter voltado foi ver que embora eu não passe, outras pessoas passam.

Houveram algumas mudanças na minha vida. A mais forte delas foi que pedi demissão/fui demitida. Foi assim mesmo, tudo junto. Se é que isso é possível.

O fato é que agora passo meus dias acordando tarde, vendo muitas séries, fazendo exercícios (olá, corpo de 5 anos atrás!), tomando sol e comendo ora salada ora chocolate.

E tem sido tão bom...faz tanto tempo que não tinha tempo pra mim...

Tudo bem que em janeiro esse momento sabático termina e eu volto pro mercado (se ele me qusier de volta, rs). Mas aproveitar tudo isso tem sido tão prazeroso...

Nem todo mundo pode se dar ao luxo de ter um período desses, de ficar uns meses sem receber salário e mesmo assim manter seus compromissos.

Mas vale a pena, se você pode é altamente recomendável!

De resto, estou na reta final dos meus cursos, preparada pra aproveitar ao máximo o final de ano em Salvador e ainda com o corpo fechado, como na novela Renascer...alguém se lembra?

Ai ai...e não é falta de pretendentes, é falta de prática, falta de auto-confiança, falta de coragem...falta de vergonha na cara mesmo!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Pobre blog...

...tão abandonado quanto a minha vida.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Vidinha

Estou me sentindo melhor com o curso, agora tem um novo integrante no meu grupo. Novo bimestre com novos professores (um é antigo, mas 2 são novos) e um novo trabalho.

No serviço as coisas também estão mudando, pessoas saindo, pessoas entrando. Espero ser a próxima a sair, já estou trabalhando para isso.

Estou com um esmalte da cor do bubaloo tutti-frutti. Combina muto com meus brincos "pinks cheguei", rs.

Falta de assunto é foda, mas não estou com cabeça pra mais uma crônica.

E que o final de semana venha logo, por favor.

Não que eu tenha grandes planos, mas o sol atiça a minha liberdade...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O frio.

Estava frio. Ela detestava o frio. Olhou pela janela implorando um raiozinho de sol que fosse. Nada. Resolveu sair para dar uma volta.

No caminho encontrou com ele tirlintando de frio. Cada vez que seu cachecol caía, um grunhido e uma nova tentativa de prendê-lo. Seus braços em torno de si mesmo esfregavam-no sem parar.

Naquele momento ela soube: era amor.

Viu quando ele virou a esquina e bateu a porta no primeiro café do quarteirão. Quando entrou, viu que ele já tinha escolhido um lugar para sentar e reparou que a mesinha era a mais longe da porta.

Foi até ele, sentou ao seu lado. Não disse nada, pois não era necessário.

Quando ele olhou pra ela, viram que seus dentes batiam em uníssono. Ela estendeu a mão sobre a mesa. Ele a pegou e notou que tinham a mesma temperatura, em vias de congelamento.

Colocou a mão dela em concha em frente aos lábios e assoprou um vento quentinho e úmido.

Foi só isso, assim começava o relacionamento mais quente e recíproco da vida de ambos. Por que às vezes basta um friozinho na barriga. E às vezes basta apenas um friozinho.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Mais uma de amor.

Moravam na mesma rua, mas nunca haviam se visto.

Um trabalhava de noite e a outra de manhã. Nos finais de semana, ela gostava de correr no parque e dormir cedo. Ele colocava o sono em dia e só saía de casa à noite, indo de balada em balada até o nascer do sol. Ela era saudável, freqüentava o mercadinho natural do bairro. Ele era adepto de junk food e não abria mão de visitas regulares à lanchonete em frente à praça.

Houve uma vez que quase se encontraram, convencida pelas amigas ela foi para a balada. Mas ele não pôde ir, pois seus amigos o tinham convencido a jogar bola no parque na manhã seguinte.

Viviam suas vidas normalmente, ela mantendo longos e mornos namoros. Ele ficando com todas que apareciam pela frente. Mas nunca haviam sentido o amor verdadeiro.

Um dia ele pirou, resolveu fazer dinheiro nos EUA. Ela ficou por aqui, terminando a faculdade de Biologia. Ele voltou com menos grana do que foi, pois no meio do caminho resolveu que era melhor gastar tudo em experiências e viajou o quanto pôde. Ela já estava empregada, mas não gostava de seu trabalho.

Enquanto ele continuava com a sua vida desregrada de baladeiro pegador, ela conheceu seu novo namorado. Era a cara dela, naturalmente.

Ele pegou herpes, ela noivou. No dia do casamento ela finalmente conheceu o padrinho do noivo. Era ele.

Em meio a todas as orquídeas da igreja, ela entrou olhando para ele, como se seu noivo nem estivesse ali. Quando o padre fez a pergunta, estava tão perdida em seus olhos que não conseguiu dizer o sim.

Alguns meses depois se casaram, embora o antigo noivo nunca mais tenha falado com nenhum dos dois. Hoje têm dois filhos muito diferentes, mas muito parecidos. Não saem do mercadinho natural do bairro, mas nos finais de semana freqüentam a lanchonete em frente à praça.

Ele nunca mais desejou o calor de outras mulheres. Ela nunca mais desejou um relacionamento morno.

Eles foram felizes. E as diferenças nunca fizeram diferença.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Perfeição

Eu me esforço. Tento chegar sempre à perfeição. Mas é difícil, dolorido. Tem a ver com permanecer calada em determinadas situações, falar em outras.

E eu fico com vergonha de falar quando devo, e não consigo me calar quando preciso.

Então me culpo, mastigo meus erros, cada uma das minhas frases. Me sinto incapaz, idiota.

Dói.

Mas pelo menos em uma circunstância eu decidi. Deveria ficar quieta, mas não vou. E não vou me arrepender, porque nesse caso me arrependeria mais se ficasse calada.

Se falar demais, foi por necessidade. E pretendo não ruminá-la.

Enfim, é isso. Sábado converso com o coordenador do curso. Se eu fosse ele me prepararia bem pra essa conversa.

Ps: Tenho um professor que resolveu ficar de mal de mim e ignorar meus e-mails. Isso vale?

Ps2: Acho que meus colegas não vão com a minha cara e me aflige muito o próximo trabalho em grupo.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Pronto-socoooooorro

Pois é, ontem fui parar no PS. Acontece que meu inferno astral ainda não terminou. Ainda nem sarei de uma laringite e já peguei outro vírus...

Ontem tive que tomar um super coquetel com soro, fazer inalação e tirar chapa do pulmão.

O coquetel não fez efeito, continuo com dores (era pra eu passar pelo menos 36h sem as maledetas). A chapa não deu nada, tirando a vergonha de estar sem sutiã fazendo uma pose de “vou dar um super mergulho”. Sim, obviamente o tirador de chapa era homem.

O médico ficou discutindo comigo porque não queria me prescrever o Raio-X, afinal decidiu que meu pulmão estava limpo após auscutar. Mas o meu homeopata queria que eu tirasse. Depois resolveu confiar no exame clínico. Claro, depois de eu ter tirado a chapa e ter pego uma radiaçãozinha à toa. É, o médico era bonito. Mas eu não estava nos meus melhores momentos...

O fato de sexta eu ter chorado até a morte e sábado meu aniversário ter terminado em briga tb não me animou.

Enfim, este novo ano começou bem.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ocupadíssima

Faz tempo que eu não passo por aqui...

Ando terminando meu portfolio pra mudar de emprego e ainda fazendo um trabalho pro curso. Parece pouco, mas não é quando se depende de mta gente.

Aqui no trabalho nada de mais. A mesma M, rs

Ainda estou com resquícios da laringite, acho que somos grandes amigas. Não nos desgrudamos.

Meu aniversário tá chegando e eu tenho uma tese: se meu ano foi bom, adoro fazer aniversário. Mas se o ano foi ruim, odeio. Esse ano eu preferia acordar no dia seguinte, se é que vocês me entendem.

Td deu tão errado, tãããããão errado...

Mas td bem, embora esteja em meio a um clássico inferno astral, tenho ganho presentes incríveis. Inclusive de mim mesma.

But, mal posso esperar pela sensação de ter todo mndo me comprimentando enquanto eu vermelha agradecerei com sorriso amarelo usando sempre as mesmas palavras. E ainda tem os telefonemas. E e-mails. E scraps. Enfim...

Finalmente depois de 3 anos vou mudar o pedido da hora de cortar o bolo. O outro nunca vai acontecer mesmo. E eu gostei do meu novo pedido. E não, não é um namorado novo. Mas tem a ver com coisas novas.

Hoje eu preciso ter grandes idéias mas invés disso estou aqui escrevendo pra ninguém. O que é a vida...

Ok, vou ter grandes idéias e já volto.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Decisões

Ontem eu tomei uma decisão importante: vou mudar de emprego.

Normalmente eu não fico muito tempo no mesmo lugar, quando algo me incomoda já começo a mandar currículos e sei que isso não é saudável.

Desta vez estou orgulhosa de mim, porque o que me motivou a essa mudança não foi o fato de estar trabalhando super longe de casa (já levei mais de 3 horas no percurso de volta), nem por ter que pegar estrada e marginais todos os dias, nem porque agora meu trabalho se reduziu a coisas idiotas e chatas de se fazer.

Decidi mudar porque durante o tempo que estive aqui evoluí muito. Não por causa do trabalho em si, mas porque corri atrás disso. Estou fazendo um curso muito caro, que me tira uma boa parte do salário e das horas de sono, e ele surtiu muitos bons efeitos.

Enfim, se agora eu mereço mais, o que estou fazendo aqui?

Pelo menos isso eu tenho de bom, eu não tenho medo de mudar de emprego quando vejo que não estou feliz.

E ser subaproveitada deixa qualquer um infeliz!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Eu voltei, voltei para ficar...pois aqui, aqui é o meu lugar...

Pois é, acho que ninguém percebeu, mas este blog ficou 5 dias de cama.

Tive uma laringite daquelas. Não, não foi uma dor de garganta. Foi uma laringite, inflamação nas cordas vocais, infecciosa e transmitida por vírus, acompanhada de febre de mais de 39 graus.

Pois sim. Eu sobrevivi.

Passei 3 dias sem trabalhar e não foi divertido. Não é uma piada?

Por hora quero dizer que nada substitui a Benalet e que odeio a demora da ação da homeopatia, mas como sou fiel e masoquista, continuo na luta.

Se alguém ler este blog, fica um conselho: beba água. Eu tb não gosto, mas a umidade do ar nos obriga. A menos que você queira um viruzinho pra você faltar ao trabalho também.

Ps: Perdi mais de um quilo só por causa da febre, mas isso não vem ao caso, senão ninguém vai seguir o conselho acima...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Where's you, Orfeu?

Pois é, ando com uma insônia tão violenta que sexta passada resolvi sair pra dançar e acabei dormindo o dia seguinte inteiro. Não, não é força de expressão. Eu fui dormir às 6 da manhã e acordei às 6:30 da noite.

Engraçado acordar com “dia” escuro e casa vazia querendo almoçar. Nunca tinha perdido o dia todo assim, mas não acordei toda quebrada não, muito pelo contrário.

Sonhei que tinha dois cachorrinhos, e na mesma semana havia sonhado que tinha dois gatinhos. Será saudade da minha cachorra ou vontade de namorar de novo? rs

Houve uma época que passei 5 anos dormindo mal. CINCO ANOS. Já estava até acostumada a rolar na cama a noite toda. Agora depois de ter experimentado de novo um soninho bom volto eu com essa história de insônia, ninguém merece.

É, esse texto está ruim. Mas para uma segunda-feira cheia de olheiras, acho que vai esse mesmo.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quem chora seus males espanta.

Ontem eu estava pensando em como faz tempo que eu não choro. A última vez foi há mais de dois meses, mas antes disso devia fazer muito mais. MUITO.

E não é por falta de motivo, é por falta de lágrimas mesmo. Acho que a minha fonte secou, virou areia do deserto.

Não que antes eu fosse uma pessoa de choro fácil, mas de vez em quando escapava. Hoje posso ver o filme mais triste do mundo, pensar no meu problema mais sério e nada.

Talvez eu já tenha gasto tudo enquanto ensopava meu travesseiro noite e dia. Agora por mais que tente não sai nem uma lagrimazinha. Nem uma bem pequena para eu me sentir viva, humana.

Sorrisos eu tenho de sobra, mas não expressam o que sinto por dentro. São máscaras para ser aceita e querida.

Mas um dia tudo virá à tona. Meus sorrisos darão lugar a rios de lágrimas que me lavarão por completo, levando essa pessoa que me tornei. Agradável e vazia. E me trará de volta, simplesmente eu. Gostem vocês ou não.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Miséria de vida

Saiu de casa decidida, desta vez se entregaria. Estava cansada de sofrer, de esperar que viessem salvá-la. Ninguém viria e pronto, precisava se contentar com isso.

Virou a esquina, viu as crianças que brincavam na rua todos os dias com seus pezinhos descalços sujos de lama e lembrou que um dia foi uma delas.

Parou no barraco de seu pai, onde mais uma vez ouviu críticas, mas que dessa vez não revidou. Beijou-o na bochecha e ele ficou olhando pra ela como se aquele beijo representasse algo que não tinha há muito tempo e que nunca percebeu fazer falta.

Saindo, fechou com cuidado o portão cheio de correntes e cadeados e ficou nervosa por ver que havia puxado um fio de sua blusa. Logo hoje, sua blusa preferida.

Passou na frente da pequena igreja que há tempos pedia uma pintura e fez o sinal da cruz. Limpou uma lágrima de ressentimento e deu um sorriso triste.

Andou mais um pouco e precisou correr para não perder a coragem, no meio do caminho acabou perdendo um de seus chinelos, mas não precisaria mais deles.

Finalmente chegou próximo ao rio de água escura e mal-cheirosa que a espreitou por toda a sua vida. Retirou o outro pé do chinelo e começou a caminhar calmamente em direção à morte.

De repente sentiu que alguém a segurava pelo braço.

Tentou se livrar sem olhar pra trás, mas a mão ganhava cada vez mais força.

Foi quando ela ouviu a voz que mais amava no mundo.

- Vem, eu te ajudo a criar nosso filho.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Tem, mas acabou.

Se eu pudesse, eu queria de volta:

A cachorra mais doce do mundo, o cafuné da minha avó, o abraço do homem que eu amo, brincar com meus primos na casa do meu avô no domingo, o calor do sol que tomei em Caraguá aos 15 anos depois de subir a serra a pé, férias no interior correndo atrás da bola, truco no colegial com meus melhores amigos, sorvete de menta com chocolate do Família Buscacrepe, o pôr-do-sol em Ilhabela ouvindo Ana Carolina, meu corpo aos 18 anos, meu cabelo aos 25, o calor na bochecha e o frio na barriga, um emprego que me faça feliz, o orgulho que sentia pelo meu pai, o beijo do carnaval de 2007, ter menos problemas para resolver dentro e fora de mim.

Ah, e a esperança de que tudo isso um dia acontecesse de verdade.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu peguei do Clindenblog.blogspot.com, que pegou do Eu Profundo

What to Wear: jeans, all star de couro preto e uma blusinha legal. Á noite o bom e vellho pretinho com uma sapatilha ou bota de montaria confortável.
What NOT to Wear: sapatos que machucam (casamentos e afins são exceções), roupas muito curtas ou muito decotadas. (mini-saia com top, no way)
What to Shoe: all star de couro preto, sapatilhas estilosas, botas de montaria.
What to Bag: adoro minhas bolsas, a preferida é uma pequena de veludo vinho.
What to Denim: o que vestir bem, sem apertar demais.
What to E-Bay: livros.
What to Tee: roupas pretas, sempre bem vestida em qualquer ocasião
What to Accessory: meu relógio de metal prateado e mostrador grafiteWhat to Bargain: quando pago em dinheiro, desconto é de lei.
What to Jewelry: adoro minhas pratas, anéis, brincos, correntes e pingentes de todos os modelos.
What to Makeup: batom cor-de-boca, lápis preto e rimel.
What to Fragrance: gosto de vários, mas deve ser cítrico com alguma nota floral suave.
What to Hair: luzes bem naturais pra dar uma iluminada e hidratação toda semana pra manter os cachinhos brilhantesWhat to See: comédia romântica, suspense, terror, policial e alguns infantis.
What to TV: séries, filmes, Fantástico
What to Listen: Ana Carolina, Marisa Monte, Cássia Eller, Jota Quest.
What to Read: A menina que roubava livros, O caçador de pipas, Memórias de uma gueixa, Ensaio sobre a Cegueira, Memórias de minhas putas tristes.
What to Eat: massas e doces 4ever!!
What to Drink: chás, sucos, água de coco, caipiroska de frutas vermelhas, espanhola.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Liberdade?

E de repente tudo saía dele. Uma incontinência de palavras incessante que há tempos retumbava em seu peito.

Falou que não queria usar aquela calça vermelha que a mãe lhe dera em seu quinto aniversário, falou que não sentiu nada quando viu seu avô sempre distante no caixão, falou que amava desde o primeiro colegial a garota mais linda da classe, falou que só continuava casado por causa do filho, falou que detestava aquele emprego e que nem sabia porque havia escolhido aquela profissão.

Falou e falou por minutos que pareceram horas. Quando parou, olhou em volta e viu todos os passageiros do ônibus boquiabertos.

Finalmente havia posto tudo para fora. Poderia voltar para casa e dar um beijo no rosto de sua mulher, que já havia preparado a roupa que ele usaria para trabalhar no dia seguinte.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ufa!

Acabei de saber que eu vou receber o dicídio. Pode parecer piada pra alguns, mas é a primeira vez nos meus quase dez anos de profissão.

Não é um super aumento, mas como todo mundo sabe, qualquer um reá a mais já é super!

E finalmente consegui achar o presente perfeito para dar pra minha mãe de aniversário. Um casaqueto de lã vermelho que ela vai AMAR.

Não é que essa semana começou bem demais?

Do jeito que vai indo sexta-feira eu vou ser agraciada com os números da Megasena e encontrarei com o Gerald Butler (que por acaso vai estar solteiro e se apaixonar perdidamente por mim).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um passado que não passou.

E um dia ela chorou. Já não chorava há anos, nem se lembrava mais do gosto de suas lágrimas. Não soluçava, não fungava, apenas deixava as lágrimas escorrerem calmamente desenhando pequenos caminhos em suas bochechas macias.

Pensava em sua vida e na vida que poderia ter tido. Pensava nas pessoas que havia conhecido e nas que passara a vida sonhando em conhecer. Pensava nas pessoas e coisas que havia perdido e no vazio que deixaram quando se foram.

Lembrou de seus sonhos de criança, de como tinham se evaporado quando foi crescendo. Imaginou-se bailarina, presidente, veterinária. Viu como seria ter tido filhos e netos, como seria ter tido um marido.

Aos poucos suas lágrimas foram se tornando menos frequentes e os rios foram secando em meio às suas rugas. Enfim ela estava em paz, conseguira exorcizar seus fantasmas.

Mesmo que por alguns instantes, dançou no palco do Municipal, leu seu discurso para a nação, salvou uma pequena chinchila de um envenenamento. Passou pelas dores do parto e viu seus filhos crescerem, se apaixonarem e casarem. Conheceu a doçura de ser avó e fez bolos devorados por sorrisos banguelas. Viveu uma vida inteira ao lado do homem que tinha escolhido para acompanhá-la até este momento.

Olhou em volta deixando seus olhos percorrerem cada canto frio do quarto vazio e sentada na única cadeira reconheceu a si mesma quando ainda tinha oito anos de idade.

Fechou os olhos pegando a mão que a menina lhe estendia e se foi, amparada pelo passado que não teve, pela mulher que não foi e pelos sonhos que nunca realizou.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Gostosuras ou Travessuras?

Terminei de ler Travessuras da menina má. Achei bastante bom e em três dias o devorei. O mais interessante em minha opinião não é a personalidade egoísta e maldosa da menina, mas sim a necessidade de sofrer do homem que a ama.

Ele passa a história toda sendo pisado por ela em diversas ocasiões e lugares, mas por mais que tente, não consegue deixar de amá-la.

Eles se completam perfeitamente, a que gosta de pisar e o que gosta de ser pisado.

É incrível como isso cabe pra outras coisas. Você não se sente tão bom profissional e acredita que não merece um salário tão bom. Então seu novo empregador lhe oferece um mau salário e você passa todo seu expediente reclamando da quantia, até mudar de emprego e, caso não mude de percepção quanto a si mesmo, receber um salário um pouquinho melhor, mas muito longe de cobrir as suas necessidades.

Existem também aquelas mulheres que reclamam por só se envolverem com casados, mas quando vêem um homem de aliança já ganham um brilho no olhar. Ou aquelas que foram traídas várias vezes, mas que não conseguem confiar em ninguém e sufocam tanto a pessoa a seu lado que esta acaba escapando pela tangente.

O personagem do livro, por mais que quisesse acreditar que gostaria de esquecê-la, sempre estava de braços abertos para recebê-la depois das mais cruéis atitudes. Saía com outras mulheres, mas não se doava completamente e estava sempre, consciente ou inconscientemente, esperando por sua carrasca.

Acredito muito nisso, o mundo às vezes nos dá exatamente o que a gente pede. Mas daí a gente reclama, diz que merecia coisa melhor.

O negócio é acertar no pedido...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Diretamente da Antártica.

Já tive momentos quentes, mas passei uma parte da minha vida sendo morna. Hoje em dia sou gelo que procura não gelar tudo à sua volta.

Sou tão gelada que queimo, deixo marcas, cicatrizes. Por isso afasto a todos, crio barreiras altas e transparentes, que não se deixam perceber, mas que são notadas quando alguns trombam e deixam por lá suas forças e sonhos.

Nestes momentos quero gritar que avisei, que disse que não era possível.

Pelo menos agora os desavisados aparecem menos e são catapultados pela minha vontade de não feri-los, o que não necessariamente me deixa feliz.

O fato é que os que se aproximam não são como você.

E eu até acredito que hoje nem mesmo você conseguiria aquecer esse iceberg.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um congelar de neurônios

Pois é, ontem nada de post e hoje pelo jeito não teremos algo muito interessante também.

O fato é que esse frio simplesmente afoga as minhas idéias...e idéias são coisinhas tão frágeis, né? Às vezes basta alguém não concordar com uma que ela já se desintegra.

Essa semana estou de folga no curso que faço e ontem pude ir pra cama antes das 22h. Não, não tenho 80 anos, tenho muuuuito cansaço.

E eis que não consegui dormir, uma insônia desgraçada. Droga de noites que você tem tempo pra dormir mas não tem sono!

Fiquei lá pensando na vida, no futuro, no presente, nos meus desejos incontidos...

Resolvi que este final de semana vou sair da toca, porque no último assisti exatamente 6 filmes e uma peça de teatro (os filmes eram de locadora e a atendente deve me achar uma coitada).

Bom, como eu previ, nada de útil hoje.

Quem sabe amanhã...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia dos Namorados

Devo dizer que já passei dias dos namorados melhores. Mas ontem acho que pela primeira vez prestei mais atenção no dia dos namorados alheios.

Eram tantos homens carregando buquês de flores pela cidade, tantos jovenzinhos e tantos senhores. Eles carregavam de arranjos modestos a belíssimas orquídeas, passando é claro pelas indefectíveis rosas vermelhas (minhas preferidas).

Os casais lotavam os barzinhos, lotavam os vagões de metrô e certamente também deviam estar lotando os cinemas. Casais muito românticos, outros nem tanto, mais próximos ou mais afastados.

Todos comemorando seu amor ou sua paciência, o fato de estarem juntos há muito ou pouco tempo.

Eu estou sozinha, mas soube ver a felicidade alheia e isso acalmou um pouco meu coração, que já passou grandes dias dos namorados...e sente uma imensa saudade deles.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Quando você chegar...

E quando você chegar, todos os meus sentimentos serão aguçados, cada pêlo do meu corpo sentirá um arrepio tênue e eu lânguida e entorpecida me entregarei.

Quando você chegar, abrirá os olhos da minha alma, trará do mais fundo dos oceanos uma pérola para enfeitar meus cabelos e brindará meus lábios com a doçura dos sonhos realizados.

Quando você chegar, minha existência terá razão, minha vida terá sentido e a paz enfim tomará conta do meu corpo e minha alma.

Quando você chegar, me vestirá de luz e som, encherá minhas veias do mais puro amor e espalhará nuvens sob meus pés.

Quando você chegar, colocará em minhas mãos as rédeas da sua vida e levará contigo a direção do meu caminho.

Quando você chegar, me salvará do vazio de não ser inteira e deixará em minhas profundezas uma leve certeza.

A certeza de que você sempre esteve aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Um dia eu ainda vou trabalhar perto de casa.

Meu primeiro estágio já deu a entender a peregrinação que seria minha vida profissional. Eu achava que era longe, mas nem sabia o que me aguardava.

Desde então, comecei a atravessar a cidade para cada vez mais distante e hoje eu chego a trabalhar fora dela. Tudo bem, não é tãããão longe...mas já levei 4 horas pra chegar em casa.

E assim saio do trabalho desesperançada pensando no trânsito e chego em casa cansada pensando que no dia seguinte ainda terei que acordar cedo.

Sempre atrasada, com todas as olheiras de noites mal-dormidas e ainda tomando pitos no emprego. Ninguém merece.

Mas há de haver um dia que vou me mudar para perto do emprego dos meus sonhos. Acordarei 30 minutos antes do início do expediente, tomarei meu banho e meu café em paz e seguirei a pé para a minha vida cor-de-rosa.

Na hora do almoço marcarei de encontrar amigos que estarão trabalhando por perto, e na hora da saída não recusarei todos os happy hours que me forem oferecidos. Na segunda-feira levantarei da cama com o mesmo humor do domingo, sabendo que mais uma semana feliz se iniciará.

E já que O Segredo está na moda, terei um chefe que reconhecerá meu valor tanto em forma de elogios quanto de aumentos, trabalharei com uma equipe de profissionais dos quais me orgulharei, em um lugar que não meça a qualidade do meu trabalho pelas horas extras.

E vou render mais do que nunca rendi, inspirada e inspiradora. Como deve ser.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

8 coisas a fazer antes de morrer...

Diretamente do http://devaneiosfreaks.blogspot.com/:

1 Voltar a amar novamente, casar e ter uma família feliz com o homem da minha vida.

2 Viajar o máximo possível, aproveitando cada momento e cada lugar.

3 Fazer muitas pessoas sorrirem e realizar sonhos de amigos e familiares.

4 Ter dinheiro para renovar o guarda-roupa pelo mundo sempre que quiser.

5 Conviver mais com meus amigos e poder fazer sempre novos.

6 Ter muito sucesso na minha profissão, sendo reconhecida pelas pessoas que me importam.

7 Ter muitos animais de estimação e salvar da morte e do sofrimento outros tantos.

8 Ser muito, muito, muito feliz aprendendo a dar mais valor às minhas vitórias e menos valor aos meus problemas.



Mas aproveitando o ensejo...

No momento, eu quero mesmo é:

1 Resolver um problema que há anos atrasa a minha vida.

2 Sentir o friozinho na barriga de uma paixão de novo.

3 Voltar a me orgulhar do meu pai.

4 Ver meu avô feliz.

5 Ter um emprego que equivalha ao meu valor como profissional.

6 Vencer a dificuldade de falar em público e, porque não, saber vender minhas idéias como elas merecem.

7 Voltar a fazer atividade física pra sentir meu corpo e meu espírito mais calmos e bonitos.

8 Parar de querer o que eu não posso mais ter.


Ps: Viu blog querido, a mamãe te ama tanto que escreveu em você duas vezes hoje. Mereço um crédito, né?

Como diriam os Menudos, não se reprima.

Olá blog, não sei se você lembra de mim.

Sou eu, a sua dona. Aquela que disse que tentaria postar todos os dias e tal, sabe?

Pois é, sou uma tratante.

Bom, agora que você já foi apresentado a um dos meus defeitos (eu iludo as pessoas, chegando até mesmo a iludir meu próprio blog), vamos ao post do dia (faz de conta que agora todos os dias vai ter um, heim?)

Ontem assisti um filminho pipoca chamado "O Melhor Amigo da Noiva" (qualquer semelhança com "O Casamento do meu melhor amigo" não é mera coincidência).

É aquela velha história do cara boa vida que adora ser solteiro e apenas quando se vê prestes a perder o amor de sua vida, reconhece que a dita cuja o é.

E você passa o filme todo vendo ele tentando se declarar e convencê-la a não se casar com o outro, que por acaso é o homem perfeito (tirando uma gaita de fole aqui e outra ali). Não se preocupe blog, sei que você já está bravo comigo hoje e não pretendo te contar o final do filme.

O fato é: Porque a gente só reconhece as coisas boas da vida quando as perdemos (ou quase perdemos)?

Sabe aquela parte da sua infância que só quando você fica mais velho que descobre como era boa? Tipo o pão com manteiga que a sua avó preparava pra você enquanto você estava querendo mais era sair pra jogar bola. Ou aquela novela que você assistia todos os dias só porque não tinha mais nada pra ver e quando acaba você se descobre uma fanática sem ter como acalmar o vício. Ou, é claro, aquela pessoa que você não deu o valor que merecia...

Bom seria se a gente aproveitasse cada momento da vida como se fosse o último mesmo. Se a gente dissesse eu te amo em todas as ocasiões que merecem, se não deixasse de pular de bungie jump naquela hora que teve vontade, se a gente não ficasse pensando no que os outros pensariam ou no que cada ação refletiria no futuro.

Eu sou precavida demais, penso muito antes de agir. Em alguns momentos é uma qualidade e me impede de cometer erros, mas na maioria das vezes poda minhas vontades. (Sim, caro blog, seu nome não é em vão).

Mas mesmo assim às vezes ainda consigo enganar mnha consciência e fazer coisas que acho que não deveria. Minha tatuagem é prova disso... e, pelo menos até agora, eu não me arrependi.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Mudanças

Hoje teve uma reunião braba por aqui. Algumas áreas se modificaram bastante, e eu acabei ganhando um chefe.

Nunca fui muito boa pra lidar com mudanças. Gosto de saber onde estou pisando, me conforta.

Em outras palavras, já estou em pânico.

Sim, isso pode ser bom. Ele pode ser um cara gente fina, aberto, que some muito ao meu trabalho.

Mas meu pessimismo impera e não pára de me dizer que ele vai ser só mais um filtro, impedindo as boas e mais criativas idéias de fluir. Mas isso não seria novidade por aqui...

De qualquer forma, espero que seja mais um desafio. Que ele exija mais de mim e eu supere suas expectativas.

E depois de uma sexta-feira turbulenta dessas, espero que o final de semana recarregue minhas energias. E meu otimismo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

6 curiosidades sobre mim

Acabei de ver num blog esse joguinho, seguem as minhas estranhezas:

- Esteja frio ou calor eu durmo de meias, tenho os pés mais gelados do mundo.

- Meu humor varia de acordo com o clima, em dias de sol estou sempre especialmente feliz.

- Odeio vegetais e legumes, mas me forço a comer pelo menos um de cada nos almoços de dia de semana. (beringela não vale, odeio ever)

- Não cozinho, mas sei tudo em teoria. Assisti a tantos programas de culinária que eu sei que quando começar a colocar meus conhecimentos em prática, virarei uma excelente chef de cuisine.

- Adoro comprar blusas, mas dificilmente compro calças. Adoro comprar bolsas, mas não ligo pra sapatos. Adoro perfume, mas sempre esqueço de passar. Vivo de batom, mas normalmente é cor de boca.

ODEIO falar em público.

No curso que estou fazendo (porque mesmo não gostando de estudar e simplesmente detestando o esquema coleguinhas, professora e provas, eu resolvi fazer um curso), ontem tive que apresentar um trabalho sozinha. E o tema não ajudava muito, era sobre um hotel onde "você pode ser quem você quiser, afinal, oq acontece por lá, fica lá".

Fiquei extremamente nervosa a semana inteira, enquanto fazia o trabalho pensava "tudo bem, se eu quiser eu não apresento nada e pronto". Mas putz, ficou tão legal, eu queria tanto surpreender meu professor, dono de uma empresa onde eu gostaria de trabalhar...

Antes de ir tomei floral emergencial, meio litro de suco de maracujá, comi chocolate (endorfinas, pombas) e resolvi mascar chicletes, algo que também me acalma.

Chego lá e além de a classe estar lotada, coisa que não acontecia faz tempo, o professor resolveu levar o sócio dele pra assistir as apresentações.

Totalmente em pânico, escuto ele dizer que a primeira parte da aula seria usada para que se apresentasse os ditos trabalhos.

E eis que de repente e não mais que de repente, ele olha pra mim (que estava tentando me esconder dentro de mim mesma no fundo da classe) e diz: "E você vai ser a primeira".

Pois é, desgraça pouca é bobagem.

Levantei, me enchi de coragem, peguei meu trabalho e fui.

Podia ter dito que não fiz (como 90% dos alunos), podia ter saído correndo em direção da janela aberta e pulado, mas não, resolvi enfrentar minha dificuldade.

No começo foi difícil, e falar sobre as ações em motéis e casas de swing também não foi nada fácil, mas o fato é que eu fui, falei e recebi vários elogios.

Mas muito mais legal do que receber tantos parabéns e de fazer um cartaz com o meu futuro chefe, foi ter vencido essa barreira e ido em frente. Afinal, tem gente que fala em público com a maior naturalidade, mas muita gente também tem muita dificuldade nisso.

Bom, o fato é que eu falei que estava disposta a mudar, e é nas pequenas vitórias que a gente vai ganhando o mundo ;-)

terça-feira, 6 de maio de 2008

Casamentos e sentimentos

Estava dando a minha voltinha diária pelo Sublime Sucubus quando vejo que eu e a Carrie tivemos experiências bastante parecidas neste final de semana. Também fui a um casamento, que também era de amigos antigos muito queridos e que também me provocaram uma emoção fora do comum. Afinal, como a Carrie, eu também não sou de me emocionar facilmente.

Quando alguém que conviveu muito com você vive um momento importante como este, é difícil não olhar pra própria vida e fazer um balanço interno.

Como eu cheguei até aqui? É aqui onde eu queria estar? E o mais importante: É aqui onde eu mereço estar?

E não é inveja, não é um sentimento ruim de querer ter a mesma vida do outro. É querer ter uma vida diferente da que se leva hoje, com pessoas diferentes e talvez até em lugares diferentes.

Nesse final de semana eu me vi com 26 anos vivendo uma vida bem diferente de alguém nessa idade. Eu já sabia que era assim, talvez não soubesse o quanto esta vida me faz falta.

E decidi mudar. Não que eu já não soubesse que precisava mudar, não que eu já não tenha tentado mudar. O fato é que agora estou colocando um novo plano em prática, porque cansei de só ficar de expectadora dessa história que é minha.

E mais uma vez vou tentar deixar o passado para trás e me abrir para o futuro. Sem segurá-lo com minhas rédeas invisíveis, sem me esforçar para prever a que rumo vai me levar. E acima de tudo, sem entrar nesse jogo perdendo.

Porque eu sei que mereço vencer, eu mereço levar uma vida mais feliz.

Todos merecemos.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Um amor de ônibus

Sentou-se ao lado dela nervoso. Há dias a via tomar aquele ônibus, mas apenas hoje tivera a sorte de encontrar vago um lugar a seu lado. Mãos suadas e bochechas quentes refletem as noites mal dormidas de pensamento longe. Ele olha pra ela, dá um sorriso amarelo e ela retribui iluminada por dentes perfeitamente brancos. Ele pensa no que poderia dizer, em quais assuntos puxar.

Belo dia, heim? Calor, né? Ah não, deveria ser algo especial. Você viu ontem o desmoronamento do túnel Rebouças? Não, Jornal Nacional não. E então, você prefere Nitsche ou Montaigne? Péssimo, passar por intelectual não dá. Quem sabe então perguntar sobre a vida dela? Você estuda aonde? Pronto, agora a garota o acharia intrometido. E então um elogio? Blusa linda a sua. Ela pensaria que ele estava reparando em algo debaixo da blusa.

Quem sabe um oi? Estava decidido, oi era a melhor opção. Limpou as mãos na bermuda, imaginou a entonação exata, limpou o suor da testa e virou pra ela já com a boca entreaberta. Foi quando ela se levantou e pediu licença.

Nunca mais se encontraram.

Correria e Feriado

Pois é, a idéia de ter um blog era que ele tivesse conteúdo diário, e não ficasse abandonado logo em sua primeira semana de vida.

Acontece que a correria no trabalho excluiu meu tempo livre, de uns meses pra cá as coisas não andam muito fáceis por aqui...

O bom é que finalmente chegou a quarta-feira e o feriadão já está por aí. Nesse eu não pretendo viajar, mas quero fazer um chocolate quente bem grossinho e ver vários vídeos. Dar uma volta no Ibirapuera e ver as exposições que pipocam por lá também vai ser bom. Com um tempo fechado desses um foundie também vai ser uma boa pedida, e é óbvio que baladinhas não podem ficar fora da lista.

Ótimo feriado pra vc e pra mim!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Fome de bola

Sempre gostei de jogar futebol. E não precisava ser com meninas não, muito pelo contrário, sempre achei muito mais divertido jogar com os meninos.

No começo eu era goleira, mas depois de um tempo passei a jogar na defesa. E se você acha que eu era perna-de-pau está muito enganado. Eu era sempre a segunda do time a ser escolhida, obviamente depois do meu irmão, que sempre foi um goleador.

No interior era sempre assim, um mês inteiro de bola de manhã, à tarde e até no comecinho da noite. Chegava em casa suja, descabelada e às vezes com o joelho ralado. E feliz, muito feliz.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Apenas seis anos.

Ela sempre se sentiu assim, deslocada, meio fora de rumo. Ele não, era meio imaturo pra pensar em certas coisas.

Uma noite ela resolveu sair pra dançar com velhas e novas amigas e encontrou com ele. Na verdade foram suas cabeças que se encontraram ao procurarem pelo isqueiro dele. Ele, meio sem jeito, resolveu que sua investida acabara ali. Ela o segurou pedindo pra que ficasse. Conversaram, se beijaram e ele logo foi marcando um almoço para o dia seguinte. Ela, que embora ingênua já se considerava uma conhecedora de homens, apostou que aquilo seria esquecido depois de curada a ressaca.

Mas eles se falaram no dia seguinte e nos outros dias de toda semana, por horas. Iam se descobrindo e se gostando de pouquinho em pouquinho. Semana seguinte se encontraram novamente e eis que eram como velhos conhecidos, andando de mãos dadas e conversando por mais horas e horas. Ele já foi logo lhe pedindo em namoro e ela decidiu que precisavam se conhecer melhor, quem sabe dali a um mês.

Continuaram saindo e depois de um mês certinho ele repetiu o convite e ela prontamente aceitou. Prontamente não, afinal, não era uma garota fácil. Meses se passaram, um ano de namoro, dois, quatro.

Eles tinham crises que o amor que sentiam sempre superava, crises pela família, crises pelos amigos, pela faculdade. Mas continuam juntos, com um amor que ultrapassava barreiras econômicas, religiosas e sociais. Até que ele começou a não ter tempo mais pra ela, e o tempo que tinha se tornou amargo e distante. Foi quando ela decidiu terminar.

Pensou por meses, agüentou coisas que nunca imaginou suportar e finalmente terminou. Seis anos se tornaram quase nada quando ela, arrependida, pediu para voltar. O orgulho dele tinha se tornado maior que o amor que sentia e o arrependimento dela não fora capaz de lembrar-lhe do sentimento que um simples encontrão de cabeças um dia provocou.

terça-feira, 22 de abril de 2008

A que deseja apresenta seus desejos

Há tempos eu pensava em criar um blog. Não daqueles com um tema específico, muito menos para falar o que comi ou com que roupa estou vestida.

Um blog para exteriorizar sentimentos guardados, pensamentos escondidos e, acima de tudo, desejos incontidos.

Como brinde talvez rolem algumas músicas, imagens e bons textos. Para a sua e a minha apreciação, seja lá quem formos.

Beijo e seja bem-vindo.