segunda-feira, 30 de junho de 2008

Ufa!

Acabei de saber que eu vou receber o dicídio. Pode parecer piada pra alguns, mas é a primeira vez nos meus quase dez anos de profissão.

Não é um super aumento, mas como todo mundo sabe, qualquer um reá a mais já é super!

E finalmente consegui achar o presente perfeito para dar pra minha mãe de aniversário. Um casaqueto de lã vermelho que ela vai AMAR.

Não é que essa semana começou bem demais?

Do jeito que vai indo sexta-feira eu vou ser agraciada com os números da Megasena e encontrarei com o Gerald Butler (que por acaso vai estar solteiro e se apaixonar perdidamente por mim).

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Um passado que não passou.

E um dia ela chorou. Já não chorava há anos, nem se lembrava mais do gosto de suas lágrimas. Não soluçava, não fungava, apenas deixava as lágrimas escorrerem calmamente desenhando pequenos caminhos em suas bochechas macias.

Pensava em sua vida e na vida que poderia ter tido. Pensava nas pessoas que havia conhecido e nas que passara a vida sonhando em conhecer. Pensava nas pessoas e coisas que havia perdido e no vazio que deixaram quando se foram.

Lembrou de seus sonhos de criança, de como tinham se evaporado quando foi crescendo. Imaginou-se bailarina, presidente, veterinária. Viu como seria ter tido filhos e netos, como seria ter tido um marido.

Aos poucos suas lágrimas foram se tornando menos frequentes e os rios foram secando em meio às suas rugas. Enfim ela estava em paz, conseguira exorcizar seus fantasmas.

Mesmo que por alguns instantes, dançou no palco do Municipal, leu seu discurso para a nação, salvou uma pequena chinchila de um envenenamento. Passou pelas dores do parto e viu seus filhos crescerem, se apaixonarem e casarem. Conheceu a doçura de ser avó e fez bolos devorados por sorrisos banguelas. Viveu uma vida inteira ao lado do homem que tinha escolhido para acompanhá-la até este momento.

Olhou em volta deixando seus olhos percorrerem cada canto frio do quarto vazio e sentada na única cadeira reconheceu a si mesma quando ainda tinha oito anos de idade.

Fechou os olhos pegando a mão que a menina lhe estendia e se foi, amparada pelo passado que não teve, pela mulher que não foi e pelos sonhos que nunca realizou.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Gostosuras ou Travessuras?

Terminei de ler Travessuras da menina má. Achei bastante bom e em três dias o devorei. O mais interessante em minha opinião não é a personalidade egoísta e maldosa da menina, mas sim a necessidade de sofrer do homem que a ama.

Ele passa a história toda sendo pisado por ela em diversas ocasiões e lugares, mas por mais que tente, não consegue deixar de amá-la.

Eles se completam perfeitamente, a que gosta de pisar e o que gosta de ser pisado.

É incrível como isso cabe pra outras coisas. Você não se sente tão bom profissional e acredita que não merece um salário tão bom. Então seu novo empregador lhe oferece um mau salário e você passa todo seu expediente reclamando da quantia, até mudar de emprego e, caso não mude de percepção quanto a si mesmo, receber um salário um pouquinho melhor, mas muito longe de cobrir as suas necessidades.

Existem também aquelas mulheres que reclamam por só se envolverem com casados, mas quando vêem um homem de aliança já ganham um brilho no olhar. Ou aquelas que foram traídas várias vezes, mas que não conseguem confiar em ninguém e sufocam tanto a pessoa a seu lado que esta acaba escapando pela tangente.

O personagem do livro, por mais que quisesse acreditar que gostaria de esquecê-la, sempre estava de braços abertos para recebê-la depois das mais cruéis atitudes. Saía com outras mulheres, mas não se doava completamente e estava sempre, consciente ou inconscientemente, esperando por sua carrasca.

Acredito muito nisso, o mundo às vezes nos dá exatamente o que a gente pede. Mas daí a gente reclama, diz que merecia coisa melhor.

O negócio é acertar no pedido...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Diretamente da Antártica.

Já tive momentos quentes, mas passei uma parte da minha vida sendo morna. Hoje em dia sou gelo que procura não gelar tudo à sua volta.

Sou tão gelada que queimo, deixo marcas, cicatrizes. Por isso afasto a todos, crio barreiras altas e transparentes, que não se deixam perceber, mas que são notadas quando alguns trombam e deixam por lá suas forças e sonhos.

Nestes momentos quero gritar que avisei, que disse que não era possível.

Pelo menos agora os desavisados aparecem menos e são catapultados pela minha vontade de não feri-los, o que não necessariamente me deixa feliz.

O fato é que os que se aproximam não são como você.

E eu até acredito que hoje nem mesmo você conseguiria aquecer esse iceberg.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Um congelar de neurônios

Pois é, ontem nada de post e hoje pelo jeito não teremos algo muito interessante também.

O fato é que esse frio simplesmente afoga as minhas idéias...e idéias são coisinhas tão frágeis, né? Às vezes basta alguém não concordar com uma que ela já se desintegra.

Essa semana estou de folga no curso que faço e ontem pude ir pra cama antes das 22h. Não, não tenho 80 anos, tenho muuuuito cansaço.

E eis que não consegui dormir, uma insônia desgraçada. Droga de noites que você tem tempo pra dormir mas não tem sono!

Fiquei lá pensando na vida, no futuro, no presente, nos meus desejos incontidos...

Resolvi que este final de semana vou sair da toca, porque no último assisti exatamente 6 filmes e uma peça de teatro (os filmes eram de locadora e a atendente deve me achar uma coitada).

Bom, como eu previ, nada de útil hoje.

Quem sabe amanhã...

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia dos Namorados

Devo dizer que já passei dias dos namorados melhores. Mas ontem acho que pela primeira vez prestei mais atenção no dia dos namorados alheios.

Eram tantos homens carregando buquês de flores pela cidade, tantos jovenzinhos e tantos senhores. Eles carregavam de arranjos modestos a belíssimas orquídeas, passando é claro pelas indefectíveis rosas vermelhas (minhas preferidas).

Os casais lotavam os barzinhos, lotavam os vagões de metrô e certamente também deviam estar lotando os cinemas. Casais muito românticos, outros nem tanto, mais próximos ou mais afastados.

Todos comemorando seu amor ou sua paciência, o fato de estarem juntos há muito ou pouco tempo.

Eu estou sozinha, mas soube ver a felicidade alheia e isso acalmou um pouco meu coração, que já passou grandes dias dos namorados...e sente uma imensa saudade deles.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Quando você chegar...

E quando você chegar, todos os meus sentimentos serão aguçados, cada pêlo do meu corpo sentirá um arrepio tênue e eu lânguida e entorpecida me entregarei.

Quando você chegar, abrirá os olhos da minha alma, trará do mais fundo dos oceanos uma pérola para enfeitar meus cabelos e brindará meus lábios com a doçura dos sonhos realizados.

Quando você chegar, minha existência terá razão, minha vida terá sentido e a paz enfim tomará conta do meu corpo e minha alma.

Quando você chegar, me vestirá de luz e som, encherá minhas veias do mais puro amor e espalhará nuvens sob meus pés.

Quando você chegar, colocará em minhas mãos as rédeas da sua vida e levará contigo a direção do meu caminho.

Quando você chegar, me salvará do vazio de não ser inteira e deixará em minhas profundezas uma leve certeza.

A certeza de que você sempre esteve aqui.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Um dia eu ainda vou trabalhar perto de casa.

Meu primeiro estágio já deu a entender a peregrinação que seria minha vida profissional. Eu achava que era longe, mas nem sabia o que me aguardava.

Desde então, comecei a atravessar a cidade para cada vez mais distante e hoje eu chego a trabalhar fora dela. Tudo bem, não é tãããão longe...mas já levei 4 horas pra chegar em casa.

E assim saio do trabalho desesperançada pensando no trânsito e chego em casa cansada pensando que no dia seguinte ainda terei que acordar cedo.

Sempre atrasada, com todas as olheiras de noites mal-dormidas e ainda tomando pitos no emprego. Ninguém merece.

Mas há de haver um dia que vou me mudar para perto do emprego dos meus sonhos. Acordarei 30 minutos antes do início do expediente, tomarei meu banho e meu café em paz e seguirei a pé para a minha vida cor-de-rosa.

Na hora do almoço marcarei de encontrar amigos que estarão trabalhando por perto, e na hora da saída não recusarei todos os happy hours que me forem oferecidos. Na segunda-feira levantarei da cama com o mesmo humor do domingo, sabendo que mais uma semana feliz se iniciará.

E já que O Segredo está na moda, terei um chefe que reconhecerá meu valor tanto em forma de elogios quanto de aumentos, trabalharei com uma equipe de profissionais dos quais me orgulharei, em um lugar que não meça a qualidade do meu trabalho pelas horas extras.

E vou render mais do que nunca rendi, inspirada e inspiradora. Como deve ser.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

8 coisas a fazer antes de morrer...

Diretamente do http://devaneiosfreaks.blogspot.com/:

1 Voltar a amar novamente, casar e ter uma família feliz com o homem da minha vida.

2 Viajar o máximo possível, aproveitando cada momento e cada lugar.

3 Fazer muitas pessoas sorrirem e realizar sonhos de amigos e familiares.

4 Ter dinheiro para renovar o guarda-roupa pelo mundo sempre que quiser.

5 Conviver mais com meus amigos e poder fazer sempre novos.

6 Ter muito sucesso na minha profissão, sendo reconhecida pelas pessoas que me importam.

7 Ter muitos animais de estimação e salvar da morte e do sofrimento outros tantos.

8 Ser muito, muito, muito feliz aprendendo a dar mais valor às minhas vitórias e menos valor aos meus problemas.



Mas aproveitando o ensejo...

No momento, eu quero mesmo é:

1 Resolver um problema que há anos atrasa a minha vida.

2 Sentir o friozinho na barriga de uma paixão de novo.

3 Voltar a me orgulhar do meu pai.

4 Ver meu avô feliz.

5 Ter um emprego que equivalha ao meu valor como profissional.

6 Vencer a dificuldade de falar em público e, porque não, saber vender minhas idéias como elas merecem.

7 Voltar a fazer atividade física pra sentir meu corpo e meu espírito mais calmos e bonitos.

8 Parar de querer o que eu não posso mais ter.


Ps: Viu blog querido, a mamãe te ama tanto que escreveu em você duas vezes hoje. Mereço um crédito, né?

Como diriam os Menudos, não se reprima.

Olá blog, não sei se você lembra de mim.

Sou eu, a sua dona. Aquela que disse que tentaria postar todos os dias e tal, sabe?

Pois é, sou uma tratante.

Bom, agora que você já foi apresentado a um dos meus defeitos (eu iludo as pessoas, chegando até mesmo a iludir meu próprio blog), vamos ao post do dia (faz de conta que agora todos os dias vai ter um, heim?)

Ontem assisti um filminho pipoca chamado "O Melhor Amigo da Noiva" (qualquer semelhança com "O Casamento do meu melhor amigo" não é mera coincidência).

É aquela velha história do cara boa vida que adora ser solteiro e apenas quando se vê prestes a perder o amor de sua vida, reconhece que a dita cuja o é.

E você passa o filme todo vendo ele tentando se declarar e convencê-la a não se casar com o outro, que por acaso é o homem perfeito (tirando uma gaita de fole aqui e outra ali). Não se preocupe blog, sei que você já está bravo comigo hoje e não pretendo te contar o final do filme.

O fato é: Porque a gente só reconhece as coisas boas da vida quando as perdemos (ou quase perdemos)?

Sabe aquela parte da sua infância que só quando você fica mais velho que descobre como era boa? Tipo o pão com manteiga que a sua avó preparava pra você enquanto você estava querendo mais era sair pra jogar bola. Ou aquela novela que você assistia todos os dias só porque não tinha mais nada pra ver e quando acaba você se descobre uma fanática sem ter como acalmar o vício. Ou, é claro, aquela pessoa que você não deu o valor que merecia...

Bom seria se a gente aproveitasse cada momento da vida como se fosse o último mesmo. Se a gente dissesse eu te amo em todas as ocasiões que merecem, se não deixasse de pular de bungie jump naquela hora que teve vontade, se a gente não ficasse pensando no que os outros pensariam ou no que cada ação refletiria no futuro.

Eu sou precavida demais, penso muito antes de agir. Em alguns momentos é uma qualidade e me impede de cometer erros, mas na maioria das vezes poda minhas vontades. (Sim, caro blog, seu nome não é em vão).

Mas mesmo assim às vezes ainda consigo enganar mnha consciência e fazer coisas que acho que não deveria. Minha tatuagem é prova disso... e, pelo menos até agora, eu não me arrependi.