quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ocupadíssima

Faz tempo que eu não passo por aqui...

Ando terminando meu portfolio pra mudar de emprego e ainda fazendo um trabalho pro curso. Parece pouco, mas não é quando se depende de mta gente.

Aqui no trabalho nada de mais. A mesma M, rs

Ainda estou com resquícios da laringite, acho que somos grandes amigas. Não nos desgrudamos.

Meu aniversário tá chegando e eu tenho uma tese: se meu ano foi bom, adoro fazer aniversário. Mas se o ano foi ruim, odeio. Esse ano eu preferia acordar no dia seguinte, se é que vocês me entendem.

Td deu tão errado, tãããããão errado...

Mas td bem, embora esteja em meio a um clássico inferno astral, tenho ganho presentes incríveis. Inclusive de mim mesma.

But, mal posso esperar pela sensação de ter todo mndo me comprimentando enquanto eu vermelha agradecerei com sorriso amarelo usando sempre as mesmas palavras. E ainda tem os telefonemas. E e-mails. E scraps. Enfim...

Finalmente depois de 3 anos vou mudar o pedido da hora de cortar o bolo. O outro nunca vai acontecer mesmo. E eu gostei do meu novo pedido. E não, não é um namorado novo. Mas tem a ver com coisas novas.

Hoje eu preciso ter grandes idéias mas invés disso estou aqui escrevendo pra ninguém. O que é a vida...

Ok, vou ter grandes idéias e já volto.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Decisões

Ontem eu tomei uma decisão importante: vou mudar de emprego.

Normalmente eu não fico muito tempo no mesmo lugar, quando algo me incomoda já começo a mandar currículos e sei que isso não é saudável.

Desta vez estou orgulhosa de mim, porque o que me motivou a essa mudança não foi o fato de estar trabalhando super longe de casa (já levei mais de 3 horas no percurso de volta), nem por ter que pegar estrada e marginais todos os dias, nem porque agora meu trabalho se reduziu a coisas idiotas e chatas de se fazer.

Decidi mudar porque durante o tempo que estive aqui evoluí muito. Não por causa do trabalho em si, mas porque corri atrás disso. Estou fazendo um curso muito caro, que me tira uma boa parte do salário e das horas de sono, e ele surtiu muitos bons efeitos.

Enfim, se agora eu mereço mais, o que estou fazendo aqui?

Pelo menos isso eu tenho de bom, eu não tenho medo de mudar de emprego quando vejo que não estou feliz.

E ser subaproveitada deixa qualquer um infeliz!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Eu voltei, voltei para ficar...pois aqui, aqui é o meu lugar...

Pois é, acho que ninguém percebeu, mas este blog ficou 5 dias de cama.

Tive uma laringite daquelas. Não, não foi uma dor de garganta. Foi uma laringite, inflamação nas cordas vocais, infecciosa e transmitida por vírus, acompanhada de febre de mais de 39 graus.

Pois sim. Eu sobrevivi.

Passei 3 dias sem trabalhar e não foi divertido. Não é uma piada?

Por hora quero dizer que nada substitui a Benalet e que odeio a demora da ação da homeopatia, mas como sou fiel e masoquista, continuo na luta.

Se alguém ler este blog, fica um conselho: beba água. Eu tb não gosto, mas a umidade do ar nos obriga. A menos que você queira um viruzinho pra você faltar ao trabalho também.

Ps: Perdi mais de um quilo só por causa da febre, mas isso não vem ao caso, senão ninguém vai seguir o conselho acima...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Where's you, Orfeu?

Pois é, ando com uma insônia tão violenta que sexta passada resolvi sair pra dançar e acabei dormindo o dia seguinte inteiro. Não, não é força de expressão. Eu fui dormir às 6 da manhã e acordei às 6:30 da noite.

Engraçado acordar com “dia” escuro e casa vazia querendo almoçar. Nunca tinha perdido o dia todo assim, mas não acordei toda quebrada não, muito pelo contrário.

Sonhei que tinha dois cachorrinhos, e na mesma semana havia sonhado que tinha dois gatinhos. Será saudade da minha cachorra ou vontade de namorar de novo? rs

Houve uma época que passei 5 anos dormindo mal. CINCO ANOS. Já estava até acostumada a rolar na cama a noite toda. Agora depois de ter experimentado de novo um soninho bom volto eu com essa história de insônia, ninguém merece.

É, esse texto está ruim. Mas para uma segunda-feira cheia de olheiras, acho que vai esse mesmo.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quem chora seus males espanta.

Ontem eu estava pensando em como faz tempo que eu não choro. A última vez foi há mais de dois meses, mas antes disso devia fazer muito mais. MUITO.

E não é por falta de motivo, é por falta de lágrimas mesmo. Acho que a minha fonte secou, virou areia do deserto.

Não que antes eu fosse uma pessoa de choro fácil, mas de vez em quando escapava. Hoje posso ver o filme mais triste do mundo, pensar no meu problema mais sério e nada.

Talvez eu já tenha gasto tudo enquanto ensopava meu travesseiro noite e dia. Agora por mais que tente não sai nem uma lagrimazinha. Nem uma bem pequena para eu me sentir viva, humana.

Sorrisos eu tenho de sobra, mas não expressam o que sinto por dentro. São máscaras para ser aceita e querida.

Mas um dia tudo virá à tona. Meus sorrisos darão lugar a rios de lágrimas que me lavarão por completo, levando essa pessoa que me tornei. Agradável e vazia. E me trará de volta, simplesmente eu. Gostem vocês ou não.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Miséria de vida

Saiu de casa decidida, desta vez se entregaria. Estava cansada de sofrer, de esperar que viessem salvá-la. Ninguém viria e pronto, precisava se contentar com isso.

Virou a esquina, viu as crianças que brincavam na rua todos os dias com seus pezinhos descalços sujos de lama e lembrou que um dia foi uma delas.

Parou no barraco de seu pai, onde mais uma vez ouviu críticas, mas que dessa vez não revidou. Beijou-o na bochecha e ele ficou olhando pra ela como se aquele beijo representasse algo que não tinha há muito tempo e que nunca percebeu fazer falta.

Saindo, fechou com cuidado o portão cheio de correntes e cadeados e ficou nervosa por ver que havia puxado um fio de sua blusa. Logo hoje, sua blusa preferida.

Passou na frente da pequena igreja que há tempos pedia uma pintura e fez o sinal da cruz. Limpou uma lágrima de ressentimento e deu um sorriso triste.

Andou mais um pouco e precisou correr para não perder a coragem, no meio do caminho acabou perdendo um de seus chinelos, mas não precisaria mais deles.

Finalmente chegou próximo ao rio de água escura e mal-cheirosa que a espreitou por toda a sua vida. Retirou o outro pé do chinelo e começou a caminhar calmamente em direção à morte.

De repente sentiu que alguém a segurava pelo braço.

Tentou se livrar sem olhar pra trás, mas a mão ganhava cada vez mais força.

Foi quando ela ouviu a voz que mais amava no mundo.

- Vem, eu te ajudo a criar nosso filho.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Tem, mas acabou.

Se eu pudesse, eu queria de volta:

A cachorra mais doce do mundo, o cafuné da minha avó, o abraço do homem que eu amo, brincar com meus primos na casa do meu avô no domingo, o calor do sol que tomei em Caraguá aos 15 anos depois de subir a serra a pé, férias no interior correndo atrás da bola, truco no colegial com meus melhores amigos, sorvete de menta com chocolate do Família Buscacrepe, o pôr-do-sol em Ilhabela ouvindo Ana Carolina, meu corpo aos 18 anos, meu cabelo aos 25, o calor na bochecha e o frio na barriga, um emprego que me faça feliz, o orgulho que sentia pelo meu pai, o beijo do carnaval de 2007, ter menos problemas para resolver dentro e fora de mim.

Ah, e a esperança de que tudo isso um dia acontecesse de verdade.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eu peguei do Clindenblog.blogspot.com, que pegou do Eu Profundo

What to Wear: jeans, all star de couro preto e uma blusinha legal. Á noite o bom e vellho pretinho com uma sapatilha ou bota de montaria confortável.
What NOT to Wear: sapatos que machucam (casamentos e afins são exceções), roupas muito curtas ou muito decotadas. (mini-saia com top, no way)
What to Shoe: all star de couro preto, sapatilhas estilosas, botas de montaria.
What to Bag: adoro minhas bolsas, a preferida é uma pequena de veludo vinho.
What to Denim: o que vestir bem, sem apertar demais.
What to E-Bay: livros.
What to Tee: roupas pretas, sempre bem vestida em qualquer ocasião
What to Accessory: meu relógio de metal prateado e mostrador grafiteWhat to Bargain: quando pago em dinheiro, desconto é de lei.
What to Jewelry: adoro minhas pratas, anéis, brincos, correntes e pingentes de todos os modelos.
What to Makeup: batom cor-de-boca, lápis preto e rimel.
What to Fragrance: gosto de vários, mas deve ser cítrico com alguma nota floral suave.
What to Hair: luzes bem naturais pra dar uma iluminada e hidratação toda semana pra manter os cachinhos brilhantesWhat to See: comédia romântica, suspense, terror, policial e alguns infantis.
What to TV: séries, filmes, Fantástico
What to Listen: Ana Carolina, Marisa Monte, Cássia Eller, Jota Quest.
What to Read: A menina que roubava livros, O caçador de pipas, Memórias de uma gueixa, Ensaio sobre a Cegueira, Memórias de minhas putas tristes.
What to Eat: massas e doces 4ever!!
What to Drink: chás, sucos, água de coco, caipiroska de frutas vermelhas, espanhola.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Liberdade?

E de repente tudo saía dele. Uma incontinência de palavras incessante que há tempos retumbava em seu peito.

Falou que não queria usar aquela calça vermelha que a mãe lhe dera em seu quinto aniversário, falou que não sentiu nada quando viu seu avô sempre distante no caixão, falou que amava desde o primeiro colegial a garota mais linda da classe, falou que só continuava casado por causa do filho, falou que detestava aquele emprego e que nem sabia porque havia escolhido aquela profissão.

Falou e falou por minutos que pareceram horas. Quando parou, olhou em volta e viu todos os passageiros do ônibus boquiabertos.

Finalmente havia posto tudo para fora. Poderia voltar para casa e dar um beijo no rosto de sua mulher, que já havia preparado a roupa que ele usaria para trabalhar no dia seguinte.