Moravam na mesma rua, mas nunca haviam se visto.
Um trabalhava de noite e a outra de manhã. Nos finais de semana, ela gostava de correr no parque e dormir cedo. Ele colocava o sono em dia e só saía de casa à noite, indo de balada em balada até o nascer do sol. Ela era saudável, freqüentava o mercadinho natural do bairro. Ele era adepto de junk food e não abria mão de visitas regulares à lanchonete em frente à praça.
Houve uma vez que quase se encontraram, convencida pelas amigas ela foi para a balada. Mas ele não pôde ir, pois seus amigos o tinham convencido a jogar bola no parque na manhã seguinte.
Viviam suas vidas normalmente, ela mantendo longos e mornos namoros. Ele ficando com todas que apareciam pela frente. Mas nunca haviam sentido o amor verdadeiro.
Um dia ele pirou, resolveu fazer dinheiro nos EUA. Ela ficou por aqui, terminando a faculdade de Biologia. Ele voltou com menos grana do que foi, pois no meio do caminho resolveu que era melhor gastar tudo em experiências e viajou o quanto pôde. Ela já estava empregada, mas não gostava de seu trabalho.
Enquanto ele continuava com a sua vida desregrada de baladeiro pegador, ela conheceu seu novo namorado. Era a cara dela, naturalmente.
Ele pegou herpes, ela noivou. No dia do casamento ela finalmente conheceu o padrinho do noivo. Era ele.
Em meio a todas as orquídeas da igreja, ela entrou olhando para ele, como se seu noivo nem estivesse ali. Quando o padre fez a pergunta, estava tão perdida em seus olhos que não conseguiu dizer o sim.
Alguns meses depois se casaram, embora o antigo noivo nunca mais tenha falado com nenhum dos dois. Hoje têm dois filhos muito diferentes, mas muito parecidos. Não saem do mercadinho natural do bairro, mas nos finais de semana freqüentam a lanchonete em frente à praça.
Ele nunca mais desejou o calor de outras mulheres. Ela nunca mais desejou um relacionamento morno.
Eles foram felizes. E as diferenças nunca fizeram diferença.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Perfeição
Eu me esforço. Tento chegar sempre à perfeição. Mas é difícil, dolorido. Tem a ver com permanecer calada em determinadas situações, falar em outras.
E eu fico com vergonha de falar quando devo, e não consigo me calar quando preciso.
Então me culpo, mastigo meus erros, cada uma das minhas frases. Me sinto incapaz, idiota.
Dói.
Mas pelo menos em uma circunstância eu decidi. Deveria ficar quieta, mas não vou. E não vou me arrepender, porque nesse caso me arrependeria mais se ficasse calada.
Se falar demais, foi por necessidade. E pretendo não ruminá-la.
Enfim, é isso. Sábado converso com o coordenador do curso. Se eu fosse ele me prepararia bem pra essa conversa.
Ps: Tenho um professor que resolveu ficar de mal de mim e ignorar meus e-mails. Isso vale?
Ps2: Acho que meus colegas não vão com a minha cara e me aflige muito o próximo trabalho em grupo.
E eu fico com vergonha de falar quando devo, e não consigo me calar quando preciso.
Então me culpo, mastigo meus erros, cada uma das minhas frases. Me sinto incapaz, idiota.
Dói.
Mas pelo menos em uma circunstância eu decidi. Deveria ficar quieta, mas não vou. E não vou me arrepender, porque nesse caso me arrependeria mais se ficasse calada.
Se falar demais, foi por necessidade. E pretendo não ruminá-la.
Enfim, é isso. Sábado converso com o coordenador do curso. Se eu fosse ele me prepararia bem pra essa conversa.
Ps: Tenho um professor que resolveu ficar de mal de mim e ignorar meus e-mails. Isso vale?
Ps2: Acho que meus colegas não vão com a minha cara e me aflige muito o próximo trabalho em grupo.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Pronto-socoooooorro
Pois é, ontem fui parar no PS. Acontece que meu inferno astral ainda não terminou. Ainda nem sarei de uma laringite e já peguei outro vírus...
Ontem tive que tomar um super coquetel com soro, fazer inalação e tirar chapa do pulmão.
O coquetel não fez efeito, continuo com dores (era pra eu passar pelo menos 36h sem as maledetas). A chapa não deu nada, tirando a vergonha de estar sem sutiã fazendo uma pose de “vou dar um super mergulho”. Sim, obviamente o tirador de chapa era homem.
O médico ficou discutindo comigo porque não queria me prescrever o Raio-X, afinal decidiu que meu pulmão estava limpo após auscutar. Mas o meu homeopata queria que eu tirasse. Depois resolveu confiar no exame clínico. Claro, depois de eu ter tirado a chapa e ter pego uma radiaçãozinha à toa. É, o médico era bonito. Mas eu não estava nos meus melhores momentos...
O fato de sexta eu ter chorado até a morte e sábado meu aniversário ter terminado em briga tb não me animou.
Enfim, este novo ano começou bem.
Ontem tive que tomar um super coquetel com soro, fazer inalação e tirar chapa do pulmão.
O coquetel não fez efeito, continuo com dores (era pra eu passar pelo menos 36h sem as maledetas). A chapa não deu nada, tirando a vergonha de estar sem sutiã fazendo uma pose de “vou dar um super mergulho”. Sim, obviamente o tirador de chapa era homem.
O médico ficou discutindo comigo porque não queria me prescrever o Raio-X, afinal decidiu que meu pulmão estava limpo após auscutar. Mas o meu homeopata queria que eu tirasse. Depois resolveu confiar no exame clínico. Claro, depois de eu ter tirado a chapa e ter pego uma radiaçãozinha à toa. É, o médico era bonito. Mas eu não estava nos meus melhores momentos...
O fato de sexta eu ter chorado até a morte e sábado meu aniversário ter terminado em briga tb não me animou.
Enfim, este novo ano começou bem.
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