Os dias passam, quentes e secos, arrancando a umidade que levo dentro de mim.
Durante a noite, atormentada por meus desejos não satisfeitos, rolo na cama deixando um rastro de calor e pesar.
A verdade é que o que queima dentro de mim não é o verão, mas uma febre antiga que me consome a cada dia.
A ciência diz que a febre é um movimento do corpo para espantar algo indesejável. No meu caso, alguém.
Mas você não sai. Me faz sangrar, suar, tremer. Me desfaz em pequenas partes.
Pequenas partes querendo você, por inteiro.
segunda-feira, 2 de março de 2009
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